Eron Pereira Advogados • 3 de fevereiro de 2026

Quando procurar advogado trabalhista para afastamento por burnout em São Bernardo do Campo?

Quando procurar advogado trabalhista para afastamento por burnout em São Bernardo do Campo

Procure advogado quando o burnout exigir afastamento >15 dias, o INSS negar o benefício, a empresa recusar CAT, houver risco de demissão/retaliação ou dúvida entre B-31 e B-91. 

Burnout é um quadro ligado a estresse crônico no trabalho e pode justificar afastamento médico quando há incapacidade para a atividade habitual. O Ministério da Saúde descreve burnout como esgotamento resultante de situações de trabalho desgastante, com sintomas que impactam desempenho e saúde.


Na prática, o advogado trabalhista entra quando o problema deixa de ser “apenas médico” e vira “jurídico”: empresa pressionando para não afastar, recusando documentos, criando obstáculos para o INSS, ou quando você precisa enquadrar corretamente o caso como comum (B-31) ou acidentário/doença do trabalho (B-91).


Também é hora de procurar orientação quando o afastamento passa de 15 dias. Para empregado CLT, os primeiros 15 dias são pagos pelo empregador e, a partir do 16º, o INSS assume via benefício por incapacidade temporária (mediante requerimento/análise).


E há um ponto sensível: se houver nexo com o trabalho, o benefício acidentário pode gerar efeitos importantes (como estabilidade após retorno e FGTS durante o afastamento). Por isso, errar o enquadramento ou perder prova no início pode custar caro.

Burnout dá direito a afastamento pelo INSS?

Burnout pode levar a afastamento quando o médico constata incapacidade temporária para o trabalho. O INSS prevê o auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) para quem fica incapaz por mais de 15 dias consecutivos, mediante avaliação/perícia ou análise documental conforme o canal utilizado.


O advogado trabalhista é indicado quando você precisa garantir que o processo seja feito do jeito certo: documentação completa, narrativa coerente, e proteção contra práticas da empresa (pressão para “voltar”, recusa de encaminhamento, exigências indevidas).


Também vale buscar advogado quando o burnout está claramente ligado ao trabalho (metas abusivas, assédio, jornadas excessivas, sobrecarga). Isso muda a estratégia, porque pode haver discussão de doença ocupacional, CAT e enquadramento acidentário.

Quando devo procurar advogado antes mesmo de pedir o benefício?

Procure antes se você já percebe que o afastamento vai ultrapassar 15 dias e o ambiente de trabalho está hostil, porque a fase inicial é onde se “perdem” provas e onde o enquadramento (comum x acidentário) costuma ser decidido.


Também é recomendável procurar antes quando você tem histórico de sobrecarga/assédio e quer organizar documentos (e-mails, metas, mensagens, advertências, controles de jornada, relatórios de produtividade) para demonstrar contexto.


Quanto mais cedo você organiza evidências e alinha o caminho (atestado, RH, INSS, CAT), menor a chance de indeferimento, de enquadramento errado e de desgaste emocional.

A empresa tem obrigação de emitir CAT em caso de burnout?

A CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) serve para comunicar acidente/doença ocupacional e é um documento usado também fora do INSS. Quando há suspeita de doença relacionada ao trabalho, a emissão pode ser essencial para discutir nexo e efeitos trabalhistas/previdenciários.


Se a empresa se recusar, existe a possibilidade de registro por outros legitimados (dependendo do caso), e o caminho jurídico pode envolver a comprovação do nexo e a correção do enquadramento do benefício.

Quando o benefício deve ser B-31 e quando pode ser B-91?

A diferença entre benefício comum e acidentário é crucial. O INSS explica que, no acidentário, há estabilidade de 12 meses após retorno e a empresa deve depositar FGTS durante o afastamento; no comum, não há esses efeitos.


Quando há nexo com o trabalho (causa ou concausa), o acidentário pode ser defendido — e isso costuma exigir prova e estratégia. Já o comum é aplicado quando não se demonstra relação com o trabalho.


Se o INSS conceder como comum e houver elementos de nexo, o advogado pode avaliar medidas para buscar correção do enquadramento e resguardar direitos.

Quando cabe liminar/ação trabalhista por burnout além do INSS?

Além do benefício, o caso pode virar ação trabalhista quando há assédio, metas abusivas, excesso de jornada, ausência de medidas de saúde ocupacional, ou quando a empresa adota condutas que agravam o quadro.


Também cabe ação quando há dispensa discriminatória, retaliação por afastamento, ou tentativa de “forçar pedido de demissão”. Em situações de doença ocupacional, a estabilidade e a proteção podem ser debatidas judicialmente.


O TST tem tese (Tema 125) sobre estabilidade por doença ocupacional, com diretrizes que influenciam como o Judiciário analisa requisitos e provas nesses casos.

Quais provas ajudam no afastamento por burnout e no nexo com o trabalho?

Prova “boa” é a que conta uma história consistente: como a rotina era, o que mudou, quais pressões existiam, como isso afetou sua saúde e como o médico registrou a incapacidade.


No INSS, relatórios médicos bem feitos e documentação organizada aumentam a chance de deferimento. No trabalhista, provas de contexto (metas, cobranças, excesso de jornada, assédio) são decisivas.

Checklist rápido de documentos

  • Atestados + relatórios (com CID quando aplicável) e evolução do quadro
  • Holerites, função e descrição de atividades
  • Controle de jornada, escalas, prints de metas e cobranças
  • E-mails/WhatsApp com pressões, ameaças, advertências injustas
  • Nome de testemunhas (colegas que vivenciaram o ambiente)

Conclusão

Você deve procurar advogado trabalhista para afastamento por burnout em São Bernardo do Campo quando o caso envolver INSS (>15 dias), negativa/erro de enquadramento, necessidade de CAT, risco de demissão ou discussão de doença ocupacional — porque isso define direitos como FGTS e estabilidade.


O Eron Pereira Advogados pode analisar seus documentos, orientar o passo a passo do afastamento, avaliar nexo com o trabalho e indicar o melhor caminho (administrativo e/ou judicial).

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