Eron Pereira Advogados • 3 de fevereiro de 2026

Fui vítima de boleto falso: como buscar ressarcimento em São Bernardo do Campo?

Fui vítima de boleto falso: como buscar ressarcimento em São Bernardo do Campo

Dá para buscar ressarcimento do pagamento de um boleto falso comunicando o banco e recebedor, faça BO, guarde provas e, havendo falha do serviço, peça devolução e indenização judicial.

Cair no golpe do boleto falso é mais comum do que parece: o consumidor acredita estar pagando uma conta legítima (condomínio, escola, fornecedor, compra online), mas o código de barras direciona o dinheiro para fraudadores. Nessa hora, o mais importante é agir rápido e reunir provas.


O primeiro passo é comunicar imediatamente o seu banco e registrar a ocorrência. O Banco Central orienta que a vítima entre em contato com o banco para relatar o golpe e contestar a operação, além de adotar medidas de registro do caso.


No campo jurídico, muitos pedidos de ressarcimento se apoiam na ideia de falha na prestação do serviço (segurança e informação), prevista no art. 14 do Código de Defesa do Consumidor.


E há entendimentos consolidados de que instituições financeiras podem responder objetivamente por fraudes relacionadas a operações bancárias (fortuito interno), o que reforça a chance de recuperar valores quando há falhas que viabilizam o golpe.

O que fazer imediatamente após pagar um boleto falso?

O tempo conta muito. Quanto mais rápido você agir, maiores as chances de bloquear/mitigar o prejuízo e organizar um pedido de ressarcimento consistente. A orientação inicial é comunicar o banco e formalizar o registro do golpe.


Em seguida, reúna tudo que prove o ocorrido: boleto (PDF/print), comprovante de pagamento, conversa com o “cobrador” (WhatsApp/e-mail), anúncio ou site por onde você recebeu o boleto e dados do favorecido que aparecem no comprovante.


Também vale avisar o suposto credor legítimo (condomínio, escola, empresa, loja) para confirmar que aquele boleto não foi emitido por eles e solicitar declaração/registro interno do ocorrido.

Quem deve ressarcir o pagamento de um boleto falso?

Depende do caminho da fraude e de onde houve falha. Em muitos casos, a discussão envolve responsabilidade por segurança e dever de informação na cadeia de consumo, com base no art. 14 do CDC (responsabilidade objetiva por defeito do serviço).


Quando o golpe se viabiliza por falhas no ambiente bancário/pagamentos (ex.: validações insuficientes, fragilidade que permite desvio, vazamento de dados que ajuda a fraude), é comum direcionar o pedido contra instituições financeiras. O STJ tem precedente noticiando responsabilidade do banco em caso de “golpe do boleto” que envolveu vazamento de dados.


Além disso, a Súmula 479 do STJ reforça que instituições financeiras respondem objetivamente por danos decorrentes de fraudes praticadas por terceiros no âmbito de operações bancárias (fortuito interno).

Mesmo eu tendo caído no golpe ainda posso pedir devolução?

Em muitos cenários, sim. A lógica do CDC é que o serviço precisa oferecer a segurança que o consumidor pode esperar; se o sistema falha e viabiliza a fraude, a responsabilidade pode existir independentemente de culpa.


Isso não significa que todo caso será igual: quando a fraude é extremamente sofisticada e não há qualquer relação com falhas de serviço, a discussão fica mais difícil. Mas quando há indícios de brecha (dados vazados, “boleto do mesmo credor” com dados corretos, canal comprometido), o caso costuma ganhar força.


Também é importante não aceitar respostas genéricas do tipo “foi culpa do cliente” sem análise. O STJ tem reforçado, em casos de golpes bancários, a responsabilidade por falhas que viabilizam fraudes e a necessidade de proteção efetiva ao consumidor.

Quais provas eu preciso para buscar ressarcimento do boleto falso?

Prova é o coração do caso: você precisa demonstrar (1) que recebeu o boleto como se fosse legítimo, (2) que pagou, (3) que era falso/adulterado e (4) qual foi o prejuízo.


O comprovante de pagamento normalmente traz dados essenciais (favorecido, instituição, identificadores). Já o boleto/print mostra o que te induziu ao erro. As conversas e e-mails mostram a engenharia social usada.


Se você tiver como obter a confirmação do credor verdadeiro de que aquele boleto não pertence a ele, isso ajuda muito a provar o golpe e a afastar “confusão” sobre a cobrança.

Quais caminhos existem para tentar recuperar o dinheiro?

Normalmente, existem três trilhas que podem ocorrer em paralelo: tentativa direta com o banco, reclamações administrativas e a via judicial.


No primeiro bloco, você abre contestação e registra formalmente o golpe. O Banco Central orienta esse contato inicial com o banco e a formalização do caso.


No segundo bloco, entram canais como Procon e plataformas de reclamação (quando aplicável), para pressionar por resposta e documentação. Isso ajuda a “documentar” a postura do fornecedor.


Na via judicial, a base costuma ser CDC (falha do serviço) e entendimentos do STJ sobre responsabilidade objetiva em fraudes bancárias, buscando ressarcimento e, conforme o caso, indenização.

Qual o prazo para buscar ressarcimento do pagamento de um boleto falso?

O melhor momento é imediatamente, porque o rastro da operação e as chances de bloqueio diminuem com o tempo. Mesmo quando o dinheiro não é recuperado na esfera bancária, agir rápido fortalece o caso e evita perda de evidências.


Procure advogado quando: (1) o banco negar a contestação sem explicar, (2) o prejuízo for alto, (3) houver cobrança do “boleto verdadeiro” em paralelo, (4) você identificar vazamento de dados ou falha evidente, ou (5) precisar montar um pedido com urgência.


Um bom advogado vai, principalmente, organizar prova e definir a tese correta: quem acionar, quais pedidos fazer (devolução, correção, danos), e qual estratégia processual é mais eficiente no seu caso, com base nas regras do CDC e entendimentos do STJ.

Conclusão

Se você foi vítima de boleto falso em São Bernardo do Campo, existe caminho para buscar ressarcimento: agir rápido, formalizar contestação no banco, registrar BO e reunir provas. A responsabilização pode se apoiar no CDC e em entendimentos do STJ sobre fraudes em operações bancárias.


O Eron Pereira Advogados pode analisar seus documentos, identificar a melhor estratégia (banco/fornecedor e via judicial) e montar o pedido de devolução com base nas provas do seu caso.

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